COMO UMA FADA O ARTISTA É AQUELE QUE RECEBE O DOM DE TOCAR E TRANSFORMAR...

domingo, 17 de março de 2013

OBRAS DE CANDIDO PORTINARI
 DOM QUIXOTE


DOM QUIXOTE CAVALEIRO ANDANTE 
BANDA DE MÚSICA
JESUS ENTRE OS DOUTORES
DESCOBRIMENTO DO BRASIL
 ESPANTALHO
MEIO AMBIENTE 
O CASAMENTO NA ROÇA 
NATÁLIA COM PALHAÇINHOS

PRAÇINHA DE BODOWSKI
PRAÇINHA DE BODOWSKI 
 CIRCO

 CIRCO

 CIRCO

 CIRCO
 RETRATO DE JOÃO CANDIDO

PALHAÇINHOS NA GANGORRA

 BRODOWSKI
 FUTEBOL
CRIANÇAS BRINCANDO
GRUPO de meninas brincando

Menina sentada
Menino com Carneiro


 Menino com Pião
Menino com Tabuleiro
 Menino com Estilingue
Meninos Brincando
 Meninos no Balanço
Meninos soltando pipas
 Meninos pulando cela
Cambalhota
 FAVELA
 Figuras na praia com baú azul
 MESTIÇO
 MULHER E CRIANÇA
 O LAVRADOR DE CAFÉ
 CAFÉ
 FLAUTISTA
 FLAUTISTA
SAMBA
 SERENATA
 CANGACEIRO
CANGACEIRO

Candido Torquato Portinari


Candido Torquato Portinari (Brodowski29 de dezembro de 1903 — Rio de Janeiro6 de fevereirode 1962) foi um artista plástico brasileiro.
Portinari pintou quase cinco mil obras de pequenos esboços e pinturas de proporções padrão, como O Lavrador de Café, até gigantescos murais, como os painéis Guerra e Paz, presenteados à sede da ONU emNova Iorque em 1956,e que, em dezembro de 2010, graças aos esforços de seu filho, retornaram para exibição no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Portinari é considerado um dos artistas mais prestigiados do Brasil e foi o pintor brasileiro a alcançar maior projeção internacional.
BIOGRAFIA
Filho dos imigrantes italianos, Giovan Battista Portinari e Domenica Torquato, originários de Chiampo (Vêneto), Candido Portinari nasceu no dia 29 de dezembro de 1903, numa fazenda de café nas proximidades de Brodowski, interior de São Paulo. Com a vocação artística logo na infância, Portinari teve pouco estudo não completando sequer o ensino primário. Aos 14 anos de idade, uma trupe de pintores e escultores italianos que atuavam na restauração de igrejas, passa pela região de Brodowski e recruta Portinari como ajudante. Seria o primeiro grande indício do talento do pintor brasileiro.
Aos 15 anos, já decidido a aprimorar seus dons, Portinari deixa São Paulo e parte para o Rio de Janeiro para estudar naEscola Nacional de Belas Artes. Durante seus estudos na ENBA, Portinari começa a se destacar e chamar a atenção tanto de professores quanto da própria imprensa. Tanto que aos 20 anos já participa de diversas exposições, ganhando elogios em artigos de vários jornais. Mesmo com toda essa badalação, começa a despertar no artista o interesse por um movimento artístico até então considerado marginal: o modernismo.Um dos principais prêmios almejados por Portinari era a medalha de ouro do Salão da ENBA. Nos anos de 1926 e 1927, o pintor conseguiu destaque, mas não venceu. Anos depois, Portinari chegou a afirmar que suas telas com elementos modernistas escandalizaram os juízes do concurso. Em 1928 Portinari deliberadamente prepara uma tela com elementos acadêmicos tradicionais e finalmente ganha a medalha de ouro e uma viagem para a Europa.
Os dois anos que passou vivendo em Paris foram decisivos no estilo que consagraria Portinari. Lá ele teve contato com outros artistas como Van Dongen e Othon Friesz, além de conhecer Maria Martinelli (1912-2006), uma uruguaia de 19 anos com quem o artista passaria o resto de sua vida. A distância de Portinari de suas raízes acabou aproximando o artista do Brasil, e despertou nele um interesse social muito mais profundo.
Em 1931, Portinari volta ao Brasil renovado. Muda completamente a estética de sua obra, valorizando mais cores e a ideia das pinturas. Ele quebra o compromisso volumétrico e abandona a tridimensionalidade de suas obras. Aos poucos o artista deixa de lado as telas pintadas a óleo e começa a se dedicar a murais e afrescos. Ganhando nova notoriedade entre a imprensa, Portinari expõe três telas no Pavilhão Brasil da Feira Mundial em Nova Iorque de 1939. Os quadros chamam a atenção de Alfred Barr, diretor geral do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA).
década de 1940 começa muito bem para Portinari. Alfred Barr compra a tela "Morro do Rio" e imediatamente a expõe no MoMA, ao lado de artistas consagrados mundialmente. O interesse geral pelo trabalho do artista brasileiro faz Barr preparar uma exposição individual para Portinari em plena Nova Iorque. Nessa época, Portinari faz dois murais para a Biblioteca do Congresso em Washington. Ao visitar o MoMA, Portinari se impressiona com uma obra que mudaria seu estilo novamente: "Guernica" de Pablo Picasso.
MORTE
Em 1952, uma anistia geral faz com que Portinari volte ao Brasil. No mesmo ano, a 1° Bienal de São Paulo expõe obras de Portinari com destaque em uma sala particular. Mas a década de 50 seria marcada por diversos problemas de saúde. Em 1954, Portinari apresentou uma grave intoxicação pelo chumbo presente nas tintas que usava.
Desobedecendo as ordens médicas, Portinari continuava pintando e viajando com frequência para exposições nos Estados UnidosEuropa e Israel. No começo de1962, a prefeitura de Barcelona convida Portinari para uma grande exposição com 200 telas. No dia 6 de fevereiro do mesmo ano, Candido Portinari morre de intoxicação pelas tintas que utilizava nas telas. Encontra-se sepultado no Cemitério de São João Batista no Rio de Janeiro.
OBRAS
Entre suas obras mais prestigiadas e famosas, destacam-se os painéis Guerra e Paz (1953-1956), que foram presenteados em 1956 à sede da ONU de Nova Iorque. Na época, as autoridades dos Estados Unidos não permitiram a ida de Portinari para a inauguração dos murais, devido às ligações do artista com o Partido Comunista Brasileiro. Antes de seguirem aos EUA, o empresário e mecenas ítalo-brasileiro Ciccillo Matarazzo tentou trazer os painéis para São Paulo, terra natal de Portinari, para apresentá-las ao público. Porém, isto não foi possível. Somente em novembro de2010, depois de 53 anos, os painéis voltaram ao Brasil e, finalmente, foram exibidos, em dezembro do mesmo ano, noTeatro Municipal do Rio de Janeiro (Para saber mais, ver Guerra e Paz) e, em 2012, no Memorial da América Latina, emSão Paulo.
As telas Meninos e piões e Favela são parte do acervo permanente da Fundação Maria Luisa e Oscar Americano. Seu maior acervo sacro, entre pinturas e afrescos, está exposto na Igreja Bom Jesus da Cana Verde, centro da cidade deBatatais, interior de São Paulo, situada a 16 quilômetros de sua cidade natal, Brodowski. São 23 obras, incluindo 2 retratos:
·         Os Milagres de Nossa Senhora;
·         Via Sacra (composta de 14 quadros);
·         Jesus e os Apóstolos;
·         A Sagrada Família;
·         Fuga para o Egito;
·         O Batismo;
·         Martírio de São Sebastião;
Outras pinturas conhecidas de Portinari são:
·         Colhedores de Café;
·         Mestiço;
·         O Lavrador de Café;
·         O Sapateiro de Brodowski;
·         Espantalho;
·         Menino com Pião;
·         Lavadeiras;
·         Grupos de Meninas Brincando;
·         Menino com Carneiro;
·         Cena Rural;
·         A Primeira Missa no Brasil;
·         São Francisco de Assis;
·         Tiradentes;
·         Ceia;
·         Os Retirantes;
·         Futebol;
·         O Sofrimento de Laio;
·         Criança Morta;
·         Pipa.
CARACTERÍSTICAS DAS OBRAS
Em suas obras, o pintor conseguiu retratar questões sociais sem desagradar ao governo e aproximou-se da arte moderna europeia sem perder a admiração do grande público. Suas pinturas se aproximam do cubismo, surrealismo e dos pintores muralistas mexicanos, sem, contudo, se distanciar totalmente da arte figurativa e das tradições da pintura. O resultado é uma arte de características modernas.[2]





Nenhum comentário:

Postar um comentário